sábado, 8 de novembro de 2014

10º aniversário da Associação São Martinho dos Esporões



Em 8 de novembro, a Associação São Martinho dos Esporões celbrou o seu 10º aniversário.
Após a Eucaristia na capela dos Esporões e a visita ao cemitério para uma prece por todos os associados falecidos, teve lugar na seda um almoço de confraternização, muito bem confeccionado e servido por membros desta Associação.
De tarde, o programa "Rejuvenescer Tarouca" , tinha programado um magusto na seda da Associação, mas a chuva que se fez sentir obrigou a que o referido magusto fosse realizado na sede dos Bombeiros.
Tudo correu bem, em alegria, boa compreensão e muita paz.
Parabéns aos corpos sociais da Associação, aos associados e a toda a gente que se encorporou na festividade.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O que é o Purgatório?

As flores murcham
as lágrimas evaporam-se
as velas derretem-se
a oração recolhe-a Deus 
(Sto Agostinho)

Purgatório é esse espaço de derradeira purificação antes da visão de Deus. E faz parte da nossa tradição crente a convicção da fé de que ninguém vai directo ao paraíso, se antes não passar por esta purificação pelo fogo do amor divino, aquilo que os místicos já intuíam como a purificação passiva do espírito, desses restos de apego de si a si mesmo, para que então finalmente Deus seja Deus em nós mesmos. O Purgatório é então o 'lugar' de purificação dos restos de pecado, deste apego último às criaturas e que impede o mergulho no fundo oceânico e abissal do mistério de Deus. Porque só o amor purifica, então o Purgatório será esse espaço de tempo sem tempo e mesmo assim distinto da visão beatífica em que o fogo do amor divino purifica o nosso ser e, neste caso, o nosso coração e o nosso olhar para a visão da Trindade.

Na Comunhão dos Santos
 A oração e a esmola
   
Só os mártires por causa da fé ou os santos que viveram a heroicidade das virtudes, que fizeram da vida um autêntico purgatório, um tempo de purificação existencial pela intensidade do amor de Deus acolhido, é que a Igreja declara que na morte as suas almas acedem logo à visão beatífica, à contemplação de Deus face a face, na qual consiste a bem-aventurança eterna. Quanto ao resto, quanto a nós que esperamos encontrar um lugarzinho de esperança no purgatório de modo que possamos estar nem que seja ao entrar da porta do Paraíso (Deus nos livre da perdição eterna!...), temos todos de passar por essa purificação passiva do espírito, que poderá ser mais intensa e temporalmente atenuada se for apoiada e suportada pela oração da Igreja.

E assim se juntam duas coisas: a oração e a esmola, como exercício da espiritualidade cristã, numa sadia e tão simples vivência da comunhão dos santos, nas diversas fases em que se encontram: os que vivem ainda na condição de peregrinos, entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus, com os que já se encontram em lugar de esperança, mas que contam com a nossa oração; e os que se encontram na glória a interceder por nós, para que assim como eles, mantenhamos, apesar de tudo e em todas as circunstâncias, o nosso coração em Deus: bem-aventurados os que morrem no Senhor, porque as suas obras os acompanham!
Não desejo a morte,
mas não temo a   morte

A vida, toda a vida, é dom de Deus. Pertence-lhe. Compete-nos administrar esse dom fabuloso que Ele nos confiou.
A vida terrena como a vida eterna são dons da infinita bondade do nosso Deus.
Por isso, o crente quer sempre a vida, no tempo ou na eternidade. Nesse sentido não deseja a morte.
Mas a morte abre-nos as portas para a vida em plenitude, para os braços do Pai. Assim, não a teme.
Novembro:
Para que vivemos? 
Segundo aquela máxima dos antigos de que a meditação sobre a morte – 'memento mori'-, sobre aquelas coisas que se não devem esquecer, é fonte de vida e de sabedoria, daquela que o mundo de hoje tanto precisa.
As pessoas fogem de pensar no fim como se a morte não existisse. Não, ela faz parte da vida. Ela ajuda a perspectivar a vida terrena.
Para que vivemos? 
Da resposta a esta pergunta, nasce a segunda pergunta:
Como vivemos?

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Domingo, 9 de novembro: DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE LATRÃO

Em 9 de novembro,  a Igreja universal celebra a festa da igreja-mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo: a dedicação da basílica do Santíssimo Salvador ou de São João de Latrão, localizada na Praça Giovanni Paolo II em Roma. Como catedral da Diocese de Roma, contém o trono papal (Cathedra Romana), o que a coloca acima de todas as igrejas do mundo, inclusive da Basílica de São Pedro. Tem o título honorífico de Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput (Mãe e Cabeça de todas as Igrejas de Roma e do Mundo). Esta basílica foi construída por Constantino na colina de Latrão ou Lateranense, quando era papa Melquíades (311-314). Ao contrário do que muitos pensam, é esta basílica e não a basílica de São Pedro, no Vaticano, o templo mais antigo. Aqui foram celebrados cinco Concílios ecuménicos. Nela se guardam relíquias. A festa de hoje tem um carácter importante, que é celebrar a unidade e o respeito para com a Sé Romana.

Leituras: aqui

terça-feira, 4 de novembro de 2014

SEMANA DOS SEMINÁRIOS | Mensagem de D. António Couto

Mensagem_D. António Couto - Cópia

 SERVIDORES DA ALEGRIA DO EVANGELHO
  1. Evangelii Gaudium do Papa Francisco constitui uma imensa provocação para a nossa Igreja. Os nossos hábitos adquiridos saem abalados, as pautas por que habitualmente nos regemos ficam caducas, a nossa maneira de viver assim-assim entra em derrocada. Sim, a força do Evangelho rebenta os nossos vestidos e odes velhos. A alegria não se serve mais em moldes velhos. É urgente um coração novo para acolher esta enxurrada de alegria. Precisamos de Pastores novos à medida da Alegria e do Evangelho.
  1. É neste contexto que vamos viver mais uma vez a Semana das Vocações e Ministérios, que este ano acontece de 9 a 16 de novembro, subordinada ao tema que o Papa Francisco trouxe pata a cena «Servidores da Alegria do Evangelho». Rezemos ao Senhor da colheita para que seja Ele, Bom e Belo Pastor, a velar sempre pelo rebanho, e para que nos ensine a ser Pastores e formar Pastores segundo o seu coração de Pastor e Pai premuroso.
  1. E sejamos generosos no Ofertório de Domingo, dia 16, que será destinado, na sua inteireza, para as necessidades dos nossos Seminários de Lamego e Resende, e também para o Seminário Interdiocesano de São José, sediado em Braga, onde se formam os seminaristas maiores das quatro Dioceses do nosso interior norte: Lamego, Guarda, Viseu e Bragança-Miranda.
  1. Esta deslocação para junto de um dos polos da Faculdade de Teologia da UCP, neste caso, Braga, acarreta naturalmente despesa extra, mas tornou-se necessária devido ao decréscimo dos seminaristas nestas quatro Dioceses do nosso interior. O baixo número de seminaristas maiores destas quatro Diocese, atualmente reduzido a cerca de 20, não justifica e até desaconselhava que se mantivesse em atividade o Instituto de estudos Teológico que estas quatro Dioceses mantinham em Viseu.
Que Deus nos abençoe e guarde em cada dia, e faça frutificar o labor dos nossos Seminários.
Lamego, 26 de outubro de 2014, Dia do Senhor.
+ António

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

32 mulheres assassinadas em Portugal em 2014

Descobrir um sentido para a vida

Conta uma lenda que um velho sábio contemplou o mundo do alto de uma montanha. Viu em baixo gente que se amava e gente que se matava.
Desceu e perguntou a uns: "Porque é que vos matais?"
– Porque ainda não descobrimos um sentido para a nossa vida – responderam.
Depois perguntou a outros: "Porque é que vos amais?"
– Porque já descobrimos o sentido da morte.
O velho sábio voltou a subir ao cimo da montanha interrogando-se: "O que posso fazer para que todos se amem em vez de se matarem?!"
Nós ficamos profundamente impressionados com as notícias dolorosas dos jornais: a morte ceifa permanente e cruelmente muita gente. É o terrorismo cruel, cego e suicida. São as guerras que não cessam de matar em todo o mundo. São os assaltos violentos que roubam vidas para roubar valores materiais. São litígios entre familiares e vizinhos, tantas vezes por razões sem valor, são as 32 mulheres só este ano assassinadas em Portugal ...
O número dos que se amam tem de aumentar e de diminuir o dos que se matam. Para isso há necessidade de educar para o amor fraterno, para o amor vivido e ordenado por Cristo: educar na família, nas escolas, nas igrejas, em toda a parte.
Investe-se pouco na educação para os valores, a vida humana baixa ao nível do descartável, o egoísmo é "deus omnipotente" com toda a corja de serpentes a medrar no coração. Depois...
Ou fazemos todos a revolução do amor proposta por Cristo ou acabamos devorados  na selva que fomentamos.