quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

II DOMINGO DO ADVENTO


2ª semana do Advento

Palavra de Deus: “Preparai o caminho do Senhor” (Mc. 1,3)

Motivação Pastoral: Próximo

Compromisso: - Falar de Deus e do seu amor a um familiar que mostre estar d’Ele mais afastado

Gesto em comunidade: - Oração do Advento/Natal no fim da Eucaristia.

                                           - Continuar a colocação do símbolo na Igreja

Gesto Familiar: - Continuar a construir o símbolo

  - Rezar em família a oração proposta

- Esta semana repetir com mais frequência três palavras-chave do vocabulário familiar: obrigado, desculpa, por favor. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O advento é um tempo de “espera”

Aqui para os meus lados diz-se que se vai fazer uma espera quando, às escondidas ou às escuras, se vai preparar o assalto a alguém. Faz-se-lhe uma espera para lhe dar uma coça ou para lhe sacar alguma coisa. Não sei que possamos sacar ou sovar no advento. Mas sei que o advento é um tempo de espera.

Ó padre, não era melhor dizermos esperança e evitávamos assim essas confusões de que está a falar? perguntou a Maria João no meio da reunião de catequistas. Ó Maria João, a esperança pode ficar-se naquela de ansiar algo, de esperar ou confiar que aconteça algo, mas não no agora que tem a certeza do acontecer e que começa já a acontecer. A espera é um já acontecer agora. A esperança pode deixar-nos confortáveis e passivos esperando. A espera exige de nós uma acção já e contínua. Ui, padre, está cá com umas filosofias! Explique-se melhor.

Para entenderdes melhor, permiti que vos fale do que se espera. De uma forma muito superficial, todos os anos dizemos que esperamos o nascimento do menino Deus. Dizemos que esperamos o Natal, e na verdade os muitos adventos de cada ano, às vezes, não são mais do que um esperar o Natal. Devia antes ser a espera de um Deus que teima em vir ao nosso encontro, ao encontro da nossa intimidade. É mais que esperar um Natal. É esperar que Deus aconteça no meu interior. Por isso não é uma espera fácil. É uma espera dura e dolorosa. Porque Ele não vem para nos facilitar a vida. Vem para a felicitar. Para lhe dar sentido pleno. E por isso exige, e por isso dói. E por isso faz-nos fazer a acção de esperar para que vá acontecendo e para que seja já. E por isso exige que me desacomode. Que não espere acomodado, passivo. Advento aliás é a resposta litúrgica (espero não dizer uma asneira litúrgica, que eu não sou propriamente liturgista, mas digo-o na mesma) para um tempo inteiro que se quer que seja uma vida inteira. A espera que recordamos no advento é uma espera de toda a vida. Como uma noiva espera seu noivo para a festa e se banha, maquilha, prepara as palavras e os olhares, perfuma-se, torna a maquilhar-se, veste o melhor vestido, prepara uma surpresa, penteia-se e torna a compor o cabelo, sorri, anda de um lado ao outro amando já, mesmo sem que o noivo tenha chegado e esteja ainda à porta…
Fonte: aqui

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Vigília Mariana na Igreja de Tarouca

Domingo, 7 de dezembro, às 17 horas
Os jovens orientarão esta Vigília....
Se gosta de Nossa Senhora, não deixe o seu lugar vazio.
Todos com Maria!

O MAL FARÁ ALGUM BEM?

  1. Por hábito, fico sempre retraído diante do «diz», do «diz que diz». Assusta-me quem baseia a sua conduta no mero «diz».
  2. Um quarto dos jovens «diz» que fumar haxixe não faz mal. Quinze por cento dos jovens «diz» que é normal conduzir após beber três cervejas. Eles bem podem «dizer». Mas uma coisa não deixa de fazer mal por muito que se diga que faz bem. A ilusão não impede o livre curso da realidade. O que é mal alguma vez fará bem?
 
  1. Eis o grande companheiro de jornada na viagem que fazemos pelo tempo: o erro.
É ele que nos acompanha, mesmo quando o pretendemos afastar. Acompanha-nos quando andamos desprevenidos. E não deixa de nos visitar até quando nos sentimos precavidos.
 
  1. Luc de Clapiers era mesmo de opinião que «ninguém está mais sujeito ao erro do que aquele que só age depois de ter reflectido». Mas, ao menos, esse ainda saberá que erra.
Quem reflecte, pode errar. Mas quem não reflecte, erra com certeza. E, pior, nem se apercebe do erro.
 
  1. Necessário é pensar. Fundamental (e cada vez mais urgente) é repensar o que se tem pensado.
É bom encher salas e praças. Mas é melhor preencher a vida. Há praças que estão cheias. Mas as pessoas, que as enchem, sentem-se vazias. Não basta trazer as pessoas para o centro. É prioritário ir ao encontro das pessoas nas periferias. Muita coisa se entende nos lugares. Mas tudo se decide na pessoa. Em cada pessoa.
 
  1. Nesta vida, tudo é relacional. Neste mundo, tudo é relativo: as vitórias e também as derrotas. Aliás, já Charles de Montalembert sentenciava: «Nunca se é tão vencedor nem tão vencido como imaginamos».
É por isso que admiro quem conserva a humildade e a magnanimidade na hora da vitória. E continua a estender a mão a todos. Porque todos são necessários para edificar a grande obra humana: o bem comum.
 
  1. Convencer não pode ser um movimento em sentido único. Tem de haver abertura, reciprocidade. No fundo, quando se pretende convencer, não é para atrair para si, mas para a verdade. E é por isso que a vontade de convencer tem de ser simétrica à disponibilidade para ser convencido.
Philiph Chesterfield anotou: «Se queres convencer os outros, deves parecer pronto a ser convencido». Convencer é não aceitar vencer sozinho, sobre os outros ou contra os outros.
 
  1. Não procure a novidade. Procure a autenticidade. Terêncio reconheceu que «não se diz nada que já não tenha sido dito».
A novidade nem sempre é autêntica. Mas a autenticidade nunca deixa de ser nova. E inovadora.
 
  1. São mais de 28 mil os idosos que vivem sozinhos. Isto é o que dizem os estudos. Mas serão, seguramente, muitos mais os que vivem sós.
Às vezes, a solidão que mais dói é aquela que temos no meio de muita gente, no meio de certa gente.Não há solidão apenas no isolamento. Também há solidão no meio da multidão.
 
  1. A frieza e a indiferença magoam tanto como o abandono. Não deixemos que a sociedade seja uma amálgama.
Façamos tudo para que a humanidade possa ser uma família. Sem preferidos nem preteridos.
 
  1. Àquilo que desejamos chegamos tarde ou, por vezes, nunca. Àquilo que tememos acabamos por chegar rapidamente.
O Padre António Vieira assim o notou: «A muitos lugares chegamos tarde e com dificuldade; ao último chegamos depressa e facilmente». A vida é uma viagem a ritmo muito acelerado!
Fonte: aqui

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Caminhada do Advento


DEUS PRÓXIMO E AMIGO DE TODAS AS FAMÍLIAS

“O Tempo do Advento tem dupla característica: é tempo de preparação para a solenidade do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus aos homens; simultaneamente é tempo em que, comemorando esta primeira vinda, o nosso espírito se dirige para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por estes dois motivos, o Advento apresenta-se-nos como um
tempo de piedosa e alegre expectativa.” (Normas gerais sobre o ano litúrgico e o calendário, nº 39)

É neste enquadramento que a Paróquia de S. Pedro de Tarouca, tendo presente o lema pastoral para o Advento/Natal – “DEUS PRÓXIMO E AMIGO DE TODAS AS FAMÍLIAS” – apresenta algumas propostas para a vivência do tempo do Advento individualmente, na família, nos grupos e na comunidade.

O Advento aponta-nos para a luz que é Jesus Cristo…

S. Mateus fala de uma estrela que guia os Magos até ao presépio de Belém.

Como símbolo da nossa caminhada, assumimos então, a ESTRELA.

Em cada semana, a partir da liturgia da palavra do domingo e tendo a motivação de uma palavra do lema geral, propõe-se um compromisso concreto e o desafio à oração e celebração, como pode ver na página 3.

Ao reconhecer que Deus o chamava, o profeta Isaías respondeu a esse chamamento e deixou-se enviar para a missão a que Deus o destinava. «Eis-me aqui: podeis enviar-me»(Is 6,8).

Que neste Advento, iluminadas por Cristo, luz do mundo, as famílias possam dizer como Isaías eis-nos aqui, Senhor, podeis enviar-nos:

- ao encontro uns dos outros para que nenhum membro da nossa família se sinta só, abandonado, carente de amor e de carinho, sobrecarregado, desajudado, desintegrado;

- ao empenho na construção da unidade familiar, porque é muito mais o que nos une do que o que nos separa;

- à abertura a Vós, Deus próximo e amigo de todas as famílias, a quem nunca tirais nada e dais tudo;

- à procura do perdão que regenera, sara e nos faz olhar muito mais para o futuro do que para o passado;

- à cooperação com todos as pessoas de boa vontade que trabalham por um mundo mais justo e mais fraterno e por uma Igreja menos instalada, mais missionária, mais casa e escola de comunhão;

- à denúncia profética de tudo o que se opõe ao dom da vida e à vivência familiar como célula viva da saciedade.


Oração para o Advento-Natal:



1ª semana do Advento

Palavra de Deus: “Acautelai-vos e vigiai” (Mc. 13,33)

Motivação Pastoral: Deus

Compromisso: - Assumir o compromisso de fazer o exame de consciência para perceber o que    afasta de Deus e da felicidade a nossa família

                        - Participar na Vigília Mariana do dia 7 de dezembro, na Igreja

Gesto em comunidade: - Oração do Advento/Natal no fim da Eucaristia

                                           C- olocação do símbolo na Igreja

Gesto Familiar: - Começar a construir o símbolo

  - Rezar em família a oração proposta 

2ª semana do Advento

Palavra de Deus: “Preparai o caminho do Senhor” (Mc. 1,3)

Motivação Pastoral: Próximo

Compromisso: - Falar de Deus e do seu amor a um familiar que mostre estar d’Ele mais afastado

Gesto em comunidade: - Oração do Advento/Natal no fim da Eucaristia.

                                           - Continuar a colocação do símbolo na Igreja

Gesto Familiar: - Continuar a construir o símbolo

  - Rezar em família a oração proposta

- Esta semana repetir com mais frequência três palavras-chave do vocabulário familiar: obrigado, desculpa, por favor.  

3ª semana do Advento

Palavra de Deus: “Vivei sempre alegres, orai sem cessar, dai graças” (1Tess. 5,16)

Motivação Pastoral: e Amigo

Compromisso: - Tornar visível a alegria: saudando algum familiar com quem simpatizemos menos, enviando um email ou sms, com uma mensagem de otimista e de alegria, fazer uma visita a um familiar de quem andamos mais afastados….

Gesto em comunidade: - Oração do Advento/Natal no fim da Eucaristia.

    - Continuar a construir o símbolo

    - Paróquia, família de famílias: Encontro com os grupos paroquiais no    Centro Paroquial na tarde do dia 14/12.

Gesto Familiar: - Continuar a construir o símbolo

  - Rezar em família a oração proposta, com a TV desligada.

- Colaborar mais e de boa vontade nas pequenas coisas da vida familiar 

4ª semana do Advento

Palavra de Deus: “Faz o que te pede o teu coração, porque o Senhor está contigo” (2Sm. 7,3)

Motivação Pastoral: de todas as famílias

Compromisso: - Tornar visível o Deus connosco através de uma boa ação para com o próximo (visita a um doente, ajudar quem trata de doentes, partilhar algo de nosso com uma família carenciada,  etc)

Gesto em comunidade: - Oração do Advento/Natal no fim da Eucaristia.

    - Continuar a construir o símbolo

    - participar na campanha 10 milhões de estrelas

   - Trazer o presépio para o meio do mundo (Rotunda do Mártir)

             - Procurar celebrar o Sacramento da Reconciliação

Gesto Familiar: - Continuar a construir o símbolo

   - Rezar em família a oração proposta, com a TV desligada.

- Colaborar mais e de boa vontade nas pequenas coisas da vida familiar

Natal

Palavra de Deus: “Nestes dias, que são os últimos, falou-nos deus por seu Filho” (Heb. 1,2)

Motivação Pastoral: Deus próximo e amigo de todas as famílias

Compromisso: - Tornar visível o Deus próximo e amigo junto de quem não tem família, vive só ou passa por momentos difíceis

Gesto em comunidade: - Oração do Advento/Natal no fim da Eucaristia

    - Concluir a construção do símbolo

    - Entrega de um brinde de Natal a cada pessoa no fim das Eucaristias

Gesto Familiar: - Concluir a construção do símbolo

  - Rezar em família a oração proposta no Boletim “Apelo”para a Ceia de Natal

- Colocar à janela, na noite de Consoada, a velinha do “10 milhões de estrelas”